Deputado Jerônimo Goergen

15Dezembro2017

Indústria nacional de petróleo e gás prevê colapso no setor e transferência de investimentos e emprego para o exterior

conteudo local           A Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos (FPMaq) foi recebida nesta quarta-feira pelo ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Bezerra Filho, em mais uma rodada de negociações e tentativa de convencimento sobre a importância de se manter a política nacional de conteúdo local para o setor de óleo e gás. Apesar dos argumentos apresentados, o ministro tratou como irreversível a decisão do governo federal em acabar com os subsídios para a indústria nacional.  O presidente da FPMaq, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), saiu do encontro inconformado com a falta de visão estratégica do Palácio do Planalto. “Saímos do encontro convictos de que a decisão está tomada com relação ao conteúdo local. O Brasil vai jogar fora toda uma estrutura de alta tecnologia, levando ao colapso do setor e transferindo investimentos e empregos para o exterior. O setor estima que isso pode levar à demissão de mais um milhão de trabalhadores”, criticou.

            Presente ao encontro, o presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, afirmou que a conclusão a que se chega é que o governo não tem interesse de manter no Brasil a indústria de alta tecnologia criada nos últimos 50 anos para atender a demanda da Petrobras. “Estão optando por um modelo adotado por Venezuela, Nigéria e Angola, países altamente produtores, mas sem uma cadeia forte. Ou seja, quando acabar o Petróleo, acabou a riqueza”, lamentou o dirigente. Velloso argumenta que a estratégia é mais perversa ainda, uma vez que o povo brasileiro estará subsidiando companhias estrangeiras.

Presidente da República cobrou equipe econômica e disse haver incoerência com as sucessivas reduções da Taxa Selic

          Representantes da Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos (FPMaq) e da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) foram recebidos nesta quarta-feira (29) pelo ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy. No encontro, o segmento apresentou uma pauta de reivindicações com vistas à retomada do crescimento econômico, da geração de empregos e da atividade industrial. Um dos itens apresentados foi com relação à elevada carga tributária e os juros praticados no Brasil, líder mundial no ranking de juros reais. A crítica do segmento também é comungada pelo presidente da República, Michel Temer. Segundo Imbassahy, Temer classificou como incoerente o fato de não surtir efeito no mercado as sucessivas reduções da Taxa Selic. “Segundo o ministro Imbassahy, o presidente já cobrou a equipe econômica sobre essa situação”, relatou o presidente da FPMaq, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS).

Grupo de Trabalho terá mais três semanas para avaliar alternativas ao projeto

           O projeto de concessão da BR-386 corre sérios riscos de não sair do papel. É o que admitiu nesta terça-feira (28) o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Bastos. O dirigente se reuniu com o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) e o prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, e confirmou que o órgão pode desistir do processo por considerar que há uma grande contrariedade na sociedade gaúcha por conta do alto custo das tarifas.
Segundo Jerônimo, a decisão final sobre conceder ou não a rodovia à iniciativa privada seria tomada na próxima sexta-feira (31). No entanto, esse prazo foi prorrogado por três semanas para aguardar a conclusão dos apontamentos de um Grupo de Trabalho (GT) criado para avaliar alternativas ao projeto. “Ganhamos um tempo extra para fazermos os ajustes necessários. A ANTT já tem seus dados compilados a partir do que ouviu nas audiências públicas no Rio Grande do Sul. Mas decidiu aguardar mais esse prazo para ver se surge algo novo”, destacou o parlamentar.

            O GT é formado por representantes dos conselhos regionais de desenvolvimento e da Secretaria Estadual dos Transportes e deve se reunir na próxima quinta-feira (30). “Tudo se encaminhava para não ter concessão, mas ganhamos esse tempo adicional para amadurecermos o debate. De qualquer maneira, seja qual for a decisão, ela não será tomada pelo governo federal e, sim, pelo conjunto de atores que participam do debate e expressam a vontade da maioria da população”, destacou.

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